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O sonho esta cada vez mais perto...

6 de Maio de 2009

Uro Tac e Clister Opaco feitos...

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Juntos iremos conseguir o nosso sonho

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Sou só mais uma que sofre de Endometriose profunda!

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Eu sou a Praia, tenho 32 anos e o meu marido 31... e há 5 anos que lutamos por 1 filho....ou 2 :)))
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2009- Histeroscopia cirurgiva IVI, retirei pólipo trompa esq(Jan 09).
2008 - IVI - 2ª opiniao... 5 Coitos Programados HSM
2008 - Laparo diagnóstico Mar 08..entrei em lista de espera
2007 - 1ª consulta HSM e exames...e mais exames(12 meses ate chegar ao diagnóstico)
2006 - Incriçao no HSM/ Julho 06 (9 meses ate ser chamada)
2005 - Treinos...treinos..Mudei GO, tirei temperaturas, 2 ciclos Dufine
2004 - deixei a pilual em Agosto

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Endometriose www.endoags.org

A Endometriose é uma doença com tamanha expressão, que é hoje reconhecida como uma doença social. O seu impacto na sociedade é tremendo, e é considerada como um grave problema de saúde pública.Este reconhecimento, levou mesmo a uma tomada de decisão pelo Parlamento Europeu em Abril de 2004 e que a seguir se transcreve.
Declaração escrita sobre a Endometriose
O Parlamento Europeu,v- Tendo em conta o artigo 51º do seu Regimento,
A. Reconhecendo que a endometriose é uma situação médica que afecta uma em cada dez mulheres da União Europeia,
B. Observando que, cada ano, na União Europeia, os custos das baixas ligadas à endometriose são estimados em 22.5 mil milhões de euros,
C. Constatando que não existe um Dia Europeu da Endometriose e que, nos Estados-Membros, nem as profissões médicas nem o grande público estão sensibilizados para esta doença.
1. Exorta os Governos nacionais dos Estados-Membros e a Comissão a sensibilizarem a opinião pública para a afecção debilitante que constitui a endometriose e a criarem, para esse fim, um Dia europeu anual para e endometriose;
2. Solicita aos Governos nacionais dos Estados-Membros que promovam o Dia nacional da endometriose;
3. Convida a Comissão a incluir a prevenção da endometriose nos próximos programas de acção comunitários no domínio da saúde pública de modo a permitir o desenvolvimento da investigação sobre as origens, a prevenção e os tratamentos desta doença;
4. Encarrega o seu presidente de transmitir a presente declaração, com nome dos signatários, ao Conselho de Ministros e à Comissão.
O mais relevante desta declaração, é o reconhecimento da pouca sensibilização do grande público e dos médicos para reconhecerem os sintomas e diagnosticarem a doença. O que leva a um atraso substancial no seu diagnóstico.
Estima-se em aproximadamente oito anos o tempo que medeia entre os sintomas e o diagnóstico. E se após o diagnóstico, não for instituído um tratamento adequado a Endometriose continua a sua progressão. Sobretudo em fase mais avançada da doença, onde a cirurgia é inevitável. Porque a Endometriose é uma doença progressiva
Definição O endométrio é a parte do revestimento interno do útero. Pela acção hormonal no ciclo menstrual, o endométrio sofre um processo cíclico de regeneração e descamação. Esta descamação provoca a menstruação e com ela são recicladas as glândulas e o estroma que compõe o endométrio. Em caso de gravidez, é ao endométrio que cabe a responsabilidade de uma boa implantação do óvulo fertilizado para manutenção da gravidez.
Quando as células que compõem o endométrio se encontram fora da parte interna do útero, implantando-se noutros locais (peritoneu pélvico, ovários, recto, bexiga, apêndice, intestinos, diafragma, etc.), dá-se o processo de Endometriose.
Um caso particular de Endometriose resulta da invasão do miométrio (parte muscular do útero), por endométrio. A isto chama-se Endometriose Interna ou Adenomiose que é também uma forma frequente de Endometriose.
Os casos particulares, mas menos frequentes, estão relacionados com Endometriose à distância em órgãos fora da cavidade abdominal, tal como o pulmão, o nariz ou a pele.
Incidência e prevalência
O número de mulheres que hoje em dia sofrem de Endometriose é de aproximadamente 10% da população. Este número tem aumentado nos últimos anos provavelmente devido a efeitos ambientais (por exemplo, as dioxinas) sobre a génese da doença.
Calcula-se que 25 a 45% das mulheres com infertilidade têm endometriose.
Em mulheres com dor, tantas vezes incapacitante, calcula-se que a endometriose atinja 54% desse grupo de mulheres.
Nos EUA cerca de 4 em cada 1000 mulheres entre os 15 e os 64 anos são hospitalizadas cada ano devido a endometriose, o que representa um número maior do que acontece por exemplo, no cancro da mama.
Por outro lado, algumas mulheres com endometriose são incompreensivelmente assintomáticas.
Etiologia
A origem da endometriose é, ainda hoje um pouco controversa. Várias hipóteses foram formuladas. Porém, pensa-se que diversos tipos de endometriose possam ter origens diferentes.
Por isso, podemos resumir as várias teorias a três principais:
A teoria de Sampson A menstruação retrógrada através das trompas, que ocorre em maior ou menor grau em muitas mulheres, leva à implantação de tecido do endométrio na pelve.
Embora datada já de 1927, esta teoria tem a particularidade de simplificar a origem da doença. No entanto, estudos recentes parecem concluir que estes implantes retrógrados necessitaram de estímulos externos para em vez de envolver, progredirem para uma doença autónoma. Entre esses estímulos encontram-se factores genéticos (mães, filhas), hormonais (níveis elevados de estrogéneos com menstruações abundantes), racicos (raça Caucasiana apresenta um risco maior) e ambientais (onde as dioxinas jogam um papel muito importante) ou sociais (stress).
Metaplasia Celónica Corresponde a uma transformação do epitélio celónico durante a fase do desenvolvimento embrionário.
Isto justifica os casos de endometriose na puberdade, em mulheres que nunca menstruaram, ou em locais distantes já referenciados.
Teoria Tumoral Apoiada na teoria de Sampson e nas agressões ambientais parece começar a comprovar-se que certas formas de endometriose grave (quistos dos ovários, mas sobretudo tumores endometrióticos do recto, da sigmoideia, e da bexiga) resultam da presença de células endometriais em locais anómalos, que ao serem estimuladas por mecanismos complexos, desenvolveriam (por via de neoangiogénese) os tumores agressivos de endometriose que encontramos a esses níveis.
Classificação da Endometriose
Com vista a uma standarização do diagnóstico e da terapêutica da endometriose, os médicos procuram classificações, as quais, ao se universalizarem facilitam o tratamento e a comparação de resultados.
Muitas são as classificações existentes mas apesar de reconhecida como insuficiente impõe-se ainda aquela que foi desenhada pela AFS (American Fertility Society). Esta classificação subdivide a endometriose em quatro estádios ou em quatro formas. As formas mínimas correspondem ao estádio I da AFS, as formas ligeiras ao estádio II, as formas moderadas ao estádio III e as formas graves ao estádio IV.
Sinais e Sintomas
Em 80% das mulheres com endometriose o sintoma principal é a Dor. 20% apresentam primeiro infertilidade associada ou não a dor posterior.
É ainda controverso qual o papel das formas mínimas e ligeiras de endometriose na infertilidade. Ainda que a doença possa não ser a responsável directa pela infertilidade, a dor nas relações sexuais (dispareunia) pode representar um papel determinante.
As formas moderadas e graves são reconhecidas causas de infertilidade, se não forem tratadas por cirurgia.
A DOR é no entanto, o sintoma mais grave da endometriose. A sua intensidade interfere com a qualidade de vida da mulher. Apresenta-se em geral sob diversas formas, dependendo da extensão e da localização da doença.
DISMENORREIA.
É a dor na menstruação. De inicio cede a anti inflamatórios ou à pílula. Mas progressivamente torna-se mais intensa, não cedendo a estas terapêuticas.
DISPAREUNIA.
Dor na relação sexual, profunda, intensíssima em caso de endometriose recto vaginal ou dos ligamentos posteriores do útero de nome ligamentos útero sagrados.
ALGIAS PÉLVICAS.
Mantidas, incaracterísticas por vezes, agravadas durante a fase ovulatória, focais ou generalizadas.
DISQUÉZIA
Cólicas intestinais intensas sobretudo durante a menstruação.
DISÚRIA
Dor à micção quando há um envolvimento da bexiga.
Outros sintomas podem aparecer associados à endometriose nomeadamente o aumento de dejecções durante a menstruação; rectorragias ou saída de sangue pelo recto por invasão do mesmo ou da sigmodeia; Hematúria ou saída de sangue pela urina por envolvimento da bexiga ou ureteres.
Em casos menos frequentes a endometriose ao invadir os ureteres, pode levar à paragem total e irrecuperável dos rins.
De facto não sendo a endometriose uma doença maligna, as formas mais graves da doença comportam-se como um cancro invadindo a pélvis.
No entanto no caso particular dos endometriomas (quistos de endometriose dos ovários), parece haver uma correlação evidente com um tipo particular de cancro do ovário, chamado carcinoma de células claras. Por isso o tratamento deste tipo de endometriose é cada vez mais necessário. Uma atitude expectante perante quistos de endometriose do ovário pode ser comprometedora.
Diagnóstico
O exame clínico, sobretudo com a detecção nódulos ou de quistos, é muitas vezes o mais eficaz.
Na ausência de endometriomas, são poucos os métodos de diagnóstico não evasivos capazes de detectar a doença. A ecografia e a ressonância magnética são no entanto, os mais eficazes. Em caso de endometriose grave e com vista ao estadiamento da doença antes da cirurgia, pode ser necessário efectuar, cistoscopia, rectosigmoidoscopia, clister opaco e urografia de eliminação.
Mas o método de eleição para o diagnóstico e o tratamento da doença é a laparoscopia.
Só através desta técnica se consegue obter um diagnóstico de certeza. São critérios para laparoscopia diagnóstica por suspeita de endometriose os vários tipos de dor persistente sobretudo se não cedem a anti inflamatórios e /ou pílula, e associada a infertilidade.
Causas não determinadas da infertilidade também têm indicação para laparoscopia.
Terapêutica

O tratamento da endometriose depende de vários factores nomeadamente da idade da mulher, do planeamento de gestações futuras, da intensidade dos sintomas, e da extensão da doença.
1. Tratamento médico
Em linhas gerais, os medicamentos usados para a endometriose, apenas controlam temporariamente a doença. Neles se incluem a Pílula (estroprogestativos), os Progestagénios, a Gestrinona, o Danazol e Agonistas GnRH.
Estes dois últimos são tratamentos agressivos, com marcados efeitos secundários e com um pobre controlo da doença. No entanto os agonistas podem ser um tratamento complementar importante pós cirurgia, se a doente não pretender engravidar imediatamente e no caso de haver doença residual.
A pílula pela sua popularidade, simplicidade e baixo custo, pode ser uma solução mais atractiva em casos seleccionados mais simples.

2. Tratamentos alternativos

São muitos os doentes que recorrem a terapêuticas alternativas para a endometriose.
A acupunctura pode em alguns casos diminuir os sintomas. A osteopatia e o biofeedback também. Mas são raros e transitórios os relatos de melhoria.
Produtos naturais que contenham Keishi – bukuyogan podem reduzir eventualmente os sintomas.
3. Cirurgia
É a técnica de eleição no tratamento da endometriose. A laparotomia (cirurgia aberta) deve ser reservada para casos muito raros de doença avançada, essencialmente para ressecções intestinais. Mas é a Laparoscopia o método mais eficaz porque permite uma melhor visualização da doença e da anatomia. O objectivo da cirurgia é a excisão completa da doença e a restauração da anatomia normal.
Em mulheres que não pretendam manter a fertilidade, em casos de doença extensa, a histerectomia com ablação dos ovários é a mais indicada. Infelizmente a maior parte das doentes com endometriose é jovem e é necessário preservar a sua fertilidade.
A excisão completa das lesões de endometriose representa a única cura possível da doença.
3.1. Endometriomas ováricosNão há dúvidas cientificas quanto á indicação formal da laparoscopia em casos de doença moderada e grave. As relações entre endometriose e cancro do ovário recomendam ainda mais este tratamento.
3.2. InfertilidadeA infertilidade, associada à doença moderada e grave tem com cirurgia, taxas de gravidez superiores a 60% na primeiro caso e 40% no segundo.
3.3. DorNa evidência de lesões de endometriose correlacionadas com a dor, a laparoscopia mantém-se como meio de eleição para o seu tratamento, essencialmente em doentes dos estádios III e IV. No entanto, doentes dos estádios I e II também melhoram ou curam com a cirurgia laparoscópica.

3.4. Neurectomia Pré sagrada Trata-se da excisão dos nervos pré sagrados a nível do premontório do sacro no sentido de minimizar ou erradicar a dor. No entanto os resultados animadores dos primeiros anos têm vindo a diminuir com a recorrência dos sintomas passados alguns anos. Deve pois ser reservada para casos muito especiais.
3.5. Endometriose rectovaginal É a forma mais complexa de endometriose e aquela que requer maior experiência cirúrgica. No entanto, estas são as lesões que maior dor provocam e a sua excisão é curativa.Pela localização anatómica da doença, é por vezes necessário executar ressecções da parte do recto e da porção terminal do intestino grosso.A endometriose que invade a vagina necessita também a excisão da lesão a esse nível. A localização da doença nos ligamentos útero-sagrados é das mais sintomáticas no que diz respeito à dor. A excisão cirúrgica é mandatória.
3.6. Endometriose urinária – bexiga e uretereEsta forma grave da doença exige remoção parcial do órgão afectado. O problema mais complexo é o ureter porque a sua invasão pode levar à falência do rim. É uma cirurgia tecnicamente complexa mas também aqui, a única forma de resolver o problema.
3.7. Histerectomia e Anexectomia Como se disse é a terapêutica radical de eleição para tratamento da doença em casos de mulheres que já não pretendam engravidar. E é a cura definitiva. Actualmente são raras as indicações para histerectomia abdominal. E a alternativa à cirurgia laparoscópica que é a histerectomia vaginal, não tem aqui indicação por não ser possível observar a pelve e remover as aderências intestinais habitualmente associadas à doença. A histerectomia total laparoscópica com anexectomia é o método mais eficaz.
3.8. Aderências O intestino delgado e o intestino grosso, o recto e o apêndice, e o epiploon (gordura que recobre os intestinos), estão habitualmente envolvidos na endometriose. A lise das aderências intestinais e do epiploon é mandatória como cirurgia «per si» ou como meio de remover a endometriose noutras localizações pélvicas, essencialmente endometriomas e nódulos rectovaginais.Habitualmente usam-se complementarmente meios para evitar que as aderências se refaçam. Mas apesar do esforço da investigação, ainda não se encontrou a barreira anti-aderencial mais eficaz. No entanto, pelos resultados obtidos, o Spray-gel® Adept®, são os mais utilizados. Podem não eliminar as chamadas aderências de «novo», mas reduzem-nas substancialmente.Outra alternativa é a suspensão temporária pós-cirurgica dos ovários, mas mais incómoda e obriga sempre a uma pequena cirurgia para repor os ovários no seu lugar.
Aspectos psicológicos
O tempo longo que medeia entre os sintomas e o correcto diagnóstico por um médico mais dedicado a esta área, acarreta, pela dor, a incapacidade física, e a infertilidade, transtornos psicológicos enormes nas doentes. Mesmo após uma cirurgia de sucesso, algumas doentes de endometriose mantém dores «fantasmas» já não relacionadas com a doença. Nestas mulheres torna-se fundamental um apoio psicológico peri – operatório que as ajude a superar a situação.

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